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Pesquisa alerta para impacto dos vídeos do TikTok em crianças e adolescentes: eles geram o mesmo efeito das máquinas caça-níqueis

2026-03-17 · 6 min de leitura

Por Redacción KingNews

Tradução automática do espanhol.
Pesquisa alerta para impacto dos vídeos do TikTok em crianças e adolescentes: eles geram o mesmo efeito das máquinas caça-níqueis

Um estudo de Stanford e do MIT conclui que vídeos curtos ativam os mesmos circuitos de recompensa que os jogos de azar, com maior risco de desenvolvimento cerebral.

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Consumir vídeos curtos em plataformas como TikTok ou Instagram pode ter efeitos muito mais profundos do que parece. É o que afirma o estudo The Slot Machine Effect in Short-Form Video (2026), realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

A pesquisa alerta que esse tipo de conteúdo ativa mecanismos cerebrais semelhantes aos das máquinas caça-níqueis: gera ciclos de recompensa que estimulam o consumo repetitivo e dificultam a interrupção voluntária da sessão.

Um cérebro em construção versus um design viciante

Soledad Garcés, acadêmica do Diploma em Bem-estar Socioemocional e Convivência Escolar da Faculdade de Psicologia da Universidade de los Andes, destaca que no caso dos menores o impacto é especialmente relevante porque seus cérebros estão em processo de desenvolvimento.

“Esses efeitos, no nível neurológico, moldam o desenvolvimento cerebral de crianças e adolescentes desde muito cedo. Portanto, abordar essas questões a partir da regulação, proibição ou educação infantil são essenciais para o bom desenvolvimento da infância, e também para poder ajudá-los a ter uma vida adulta melhor”, afirma o especialista.

O estudo descreve o fenômeno como um sistema de recompensa variável: alguns conteúdos geram uma resposta emocional muito maior que a média, e essa imprevisibilidade é justamente o que nos incentiva a continuar deslizando a tela em busca do próximo estímulo.

Arquitetura de uso e retenção antecipada

Um dos pontos críticos identificados pela investigação é a combinação entre o design das plataformas e a imaturidade neurológica dos utilizadores mais jovens. O córtex pré-frontal, responsável pelo controle e planejamento dos impulsos, é uma das últimas regiões a amadurecer, e é exatamente aquela que o formato de vídeo curto testa com microdecisões contínuas.

Garcés alerta que existe a ideia de que essas ferramentas devem ser educadas desde cedo para seu uso adequado. “No entanto, quando o design é viciante e também há um desenvolvimento imaturo a nível cerebral, a mistura das duas realidades é muito complexa”, explica.

Educar não basta: o debate regulatório

A conclusão do académico aponta que a responsabilidade não pode recair exclusivamente sobre as famílias ou sobre os próprios menores. Não basta promover uma utilização responsável: são necessárias medidas estruturais que limitem a concepção das próprias plataformas.

“É preciso ter uma legislação rígida que favoreça o cuidado com o desenvolvimento cerebral desde a infância e a adolescência”, finaliza. A abordagem coincide com a discussão aberta na União Europeia e em vários países latino-americanos sobre pausas obrigatórias, limites de sessão e restrições à rolagem infinita para contas de usuários menores.

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