Opinião

Humanizando a transformação digital: o que aprendi dando palestras pela América Latina

2026-07-26 · 9 min de leitura

Por Álvaro AbrilCEO · Geniales.co · CTO Koravox · VP Yamizu

Tradução automática do espanhol.
Humanizando a transformação digital: o que aprendi dando palestras pela América Latina

A senhora da loja de roupas que já fazia comércio eletrônico pelo WhatsApp sem saber me ensinou mais do que cinco anos de papers sobre transformação digital.

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Em uma palestra, uma senhora dona de uma loja de roupas me disse que a transformação digital não era para ela: não tinha orçamento, não tinha equipe técnica e não entendia de tecnologia.

Perguntei a ela: seus clientes lhe escrevem pelo WhatsApp para saber se tem tal vestido em tal tamanho? Sim. A senhora tira fotos das roupas e as envia? Sim. E às vezes lhe fazem o pedido por lá e passam para retirar? Sim.

Parabéns, eu disse. A senhora já está fazendo transformação digital. Só que ninguém lhe disse que isso também conta. O auditório aplaudiu, e eu aprendi mais nesses trinta segundos do que em cinco anos lendo papers sobre digital transformation.

As lições da estrada

Em Medellín, um empresário do setor têxtil tinha investido 200.000 dólares em um ERP que ninguém em sua empresa usava. A tecnologia era perfeita; a implementação foi um desastre porque ninguém perguntou aos funcionários como eles realmente trabalhavam. Compraram a ferramenta antes de entender o problema: esse é o erro número um.

Na Ciudad de Guatemala, os artesãos do mercado central tinham construído um sistema de distribuição por WhatsApp mais eficiente do que muitos comércios eletrônicos com milhões de investimento: grupos temáticos, catálogos em PDF, pagamentos por transferência e entregas coordenadas por áudio. Sem desenvolvedor, sem CTO, sem capital de risco.

Em Bogotá, uma empresa de logística implementou um aplicativo web progressivo para seus motoristas e reduziu os tempos de entrega em 40%. A tecnologia não era revolucionaria; o revolucionário foi que os motoristas participaram do design. O app pertencia a eles emocionalmente.

Em Lima, após uma conferência sobre gamificação empresarial, um grupo de professoras de escola pública me perguntou se podiam aplicar essas técnicas em suas salas de aula. Seis meses depois, estávamos implementando a aprendizagem gamificada em escolas onde muitas crianças nunca tinham tocado em um computador.

Por que o storytelling vende mais do que o código

Os dados convencem, mas as histórias vendem. Posso mostrar que uma aplicação web progressiva reduz os custos de desenvolvimento em 60% em relação a um app nativo. O dado está correto e o público o esquece em 24 horas.

Ou posso contar a história do restaurante em Cartagena que, durante a pandemia, montou pedidos por código QR em três dias, sem investimento inicial, e não apenas sobreviveu: triplicou as vendas porque fazia entregas sem pagar comissões a plataformas de delivery. Essa história eles lembram, contam e replicam.

Os executivos que contratam consultoria não o fazem porque leem nossas especificações técnicas. Fazem isso porque se veem refletidos na história de outra empresa: veem seu problema, veem a solução, veem o resultado.

O futuro digital da América Latina

Sou extremamente otimista em relação à região, e não por razões tecnológicas, mas humanas. Temos uma cultura de adaptabilidade que o Silicon Valley não entende.

A senhora da Guatemala não precisou de um MBA para vender pelo WhatsApp. Os artesãos não precisaram de um CTO. Os motoristas de Bogotá desenharam uma experiência de usuário melhor do que a de muitos profissionais porque entendiam o problema na própria pele.

A América Latina não precisa copiar o Silicon Valley: precisa construir seu próprio modelo de inovação, baseado em resolver problemas reais com recursos limitados de forma criativa. Que é exatamente o que fazemos a vida toda.

Humano primeiro, digital depois

É isso que tento demonstrar com cada palestra, cada projeto e cada linha de código: a tecnologia funciona melhor quando é humana primeiro e digital depois.

Se você tem interesse em explorar como a transformação digital pode funcionar na sua empresa —independentemente do seu tamanho— vamos conversar. A consultoria inicial é gratuita, porque o melhor investimento que posso fazer é ouvir a sua história antes de propor qualquer solução.

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