Energia

A energia das ondas nunca conseguiu decolar: duas usinas em Portugal e na Escócia estão prestes a mudar isso

2026-07-25 · 5 min de leitura

Por Redacción KingNews

Tradução automática do espanhol.
A energia das ondas nunca conseguiu decolar: duas usinas em Portugal e na Escócia estão prestes a mudar isso

O conversor C4 da CorPower Ocean recebe a primeira certificação mundial da DNV para energia undimotriz e abre as portas para os primeiros parques comerciais.

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Enquanto existem fontes renováveis como a solar ou a eólica que estão acelerando a descarbonização, outras continuam sendo um desafio a ser desbravado. É o caso da energia undimotriz. O potencial das ondas é enorme, como bem sabem países insulares como o Japão e costas bravas como a galega, mas, meio século depois, ela continua estancada em fase experimental.

Existe alguma instalação, como a de Mutriku, mas seu tamanho e rendimento são discretos. Para levar a energia undimotriz a outro patamar, é necessária uma tecnologia confiável o suficiente para criar uma grande usina e alguém externo que ateste isso. Diante disso, o cerco se reduz a dois lugares e uma empresa: Portugal e Escócia, ambos em parceria com a sueca CorPower Ocean.

A invenção

O conversor de energia C4 da CorPower Ocean mede nove metros de diâmetro, 18 metros de altura e cerca de 100 toneladas de massa. Desde 2023 está instalado e operacional em fase de testes a quatro quilômetros da costa de Aguçadoura, no norte de Portugal, a 45 metros de profundidade.

O dispositivo alcançou um marco histórico: recebeu o primeiro certificado de protótipo concedido pela Det Norske Veritas, a entidade de referência mundial em energias offshore. Em termos práticos, significa que a tecnologia atende aos requisitos de resistência, confiabilidade e segurança. Além do desenvolvimento conceitual, da engenharia de detalhamento, da análise de fadiga estrutural, da fabricação, da montagem e da instalação, o que mais chama a atenção é que foi dada a aprovação ao seu desempenho em tempestades com ondas de até 18,5 metros.

Por que é importante

A energia undimotriz vem sendo, há mais de meio século, a matéria pendente das renováveis, muito atrás em rendimento e exploração em comparação com a eólica ou a solar. O fato de uma entidade certificadora independente ter dado o aval significa que a tecnologia está pronta para dar o salto para a produção comercial em termos de desempenho e segurança.

Aqui está o cerne da questão: se a tecnologia é confiável, torna-se mais fácil convencer entidades financeiras e de investimento de que vale a pena apostar nela.

Contexto

Desde que os primeiros protótipos foram patenteados em 1981 pelos engenheiros Laithwaite e Salter, outros Estados como Japão, Espanha e Itália tentaram sem muito sucesso. Entre os problemas estão a imprevisibilidade das ondas —variáveis em altura, ritmo e direção— e o caráter árduo do ambiente marinho para o projeto e a manutenção dos dispositivos.

Dois parques comerciais a caminho

A certificação não é a etapa final, mas sim o início da implementação comercial: a CorPower já prepara seus dois primeiros parques comerciais, em Portugal e na Escócia, com o objetivo declarado de situar a energia das ondas como a terceira grande fonte renovável, ao lado da eólica e da solar. Se tudo correr como previsto, entrarão em operação entre 2027 e 2029. Seu próximo modelo, o C5, já está pendente de certificação.

Sim, mas

O que foi certificado é um protótipo, não um dispositivo fabricado em série, que é o próximo passo necessário para produzir em grande escala. E usinas mais antigas como a de Mutriku, em funcionamento desde 2011, demonstram que esta energia produz bem menos eletricidade do que o esperado em comparação com a eólica ou a solar, com um rendimento de 11%. Resta saber se esses novos parques cumprirão as expectativas.

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